10 ATRIZES BRASILEIRAS REDESCOBERTAS GRAÇAS AO STREAMING

Lançado em 2015, o Globoplay disponibiliza uma ampla variedade de conteúdos para seus assinantes. Um de seus maiores diferenciais, e também um dos principais atrativos da plataforma, é o resgate de novelas clássicas, incluindo produções obscuras e há muito esquecidas. Ao lado dos grandes sucessos da dramaturgia, essas novelas reforçam o fascínio e a importância que o gênero sempre exerceu no cotidiano brasileiro.

Esse resgate vai além das produções e alcança também as carreiras de artistas que, com o passar do tempo, acabaram sendo pouco lembrados. Graças ao streaming, atores e atrizes têm suas trajetórias redescobertas por novas gerações, enquanto o público que acompanhou essas obras pode revê-las e reencontrar grandes interpretações.

Pensando nesse resgate da memória da televisão brasileira, reuni uma lista com 10 atrizes que marcaram presença em novelas das décadas de 1970 e 1980 e que, apesar de seu talento e de suas contribuições para a dramaturgia, hoje não são tão conhecidas ou celebradas pelo grande público.

Ana Ariel
Filha do célebre palhaço Piolin, Ana Ariel construiu uma sólida carreira na televisão brasileira, tornando-se presença constante em algumas das novelas mais marcantes das décadas de 1970 e 1980. Em sua trajetória na TV Globo, participou de produções como "O Bem-Amado" (1973), "Gabriela" (1975), "Saramandaia" (1976), "Selva de Pedra" (1972), "Cabocla" (1979), "Elas por Elas" (1982), "Amor com Amor se Paga" (1984) entre outras, destacando-se principalmente em papéis coadjuvantes.

Faleceu em 20 de fevereiro de 2004, deixando uma carreira marcada pela versatilidade e pela participação em importantes produções da televisão brasileira. Sua trajetória reúne personagens de diferentes estilos e representa a presença de uma geração de atores que ajudou a construir a memória da teledramaturgia nacional.


Patrícia Bueno
Patrícia Bueno teve uma carreira marcada por participações em novelas e séries de televisão, consolidando sua presença na dramaturgia brasileira entre o fim da década de 1970 e os anos 1980, em emissoras como Globo, Manchete e SBT. Atuou em produções como "Cabocla" (1979), "Elas por Elas" (1982), "Final Feliz" (1982), "A Sucessora" (1978), "Dona Beija" (1986) e "Dona Xepa" (1977).

Além da atuação, Patrícia Bueno também desenvolveu trabalhos nos bastidores, como figurinista e assistente de direção. Embora tenha tido uma presença mais discreta em comparação a outros nomes de sua geração, sua participação em novelas marcantes preserva sua contribuição para a história da teledramaturgia brasileira.


Agnes Fontoura
Agnes Fontoura iniciou sua carreira na televisão no início dos anos 1960 e, ao longo das décadas seguintes, participou de diversas novelas que ajudaram a consolidar seu nome na dramaturgia brasileira, como "Dona Xepa" (1977), "Maria, Maria" (1978), "Pecado Rasgado" (1978), entre outras. Com experiência também no teatro, onde foi premiada ainda jovem, destacou-se por interpretar personagens de apoio em produções exibidas por diferentes emissoras, tornando-se um rosto conhecido do público entre as décadas de 1970 e 1980. Faleceu em 5 de março de 2005, em decorrência de complicações causadas por um câncer.


Cleyde Blota
Cleyde Blota construiu uma carreira sólida na televisão brasileira, tornando-se presença frequente em novelas de grande sucesso entre as décadas de 1970 e 1980. Ao longo desse período, participou de produções como "Fogo Sobre Terra" (1974), "Senhora" (1975), "O Astro" (1977), "Dancin' Days" (1978), "Plumas e Paetês" (1980), "Água Viva" (1980), "Ti Ti Ti" (1985) e "Fera Radical" (1988), destacando-se principalmente em papéis coadjuvantes que ajudavam a enriquecer o desenvolvimento das tramas.

Embora tenha encerrado sua carreira na televisão no fim da década de 1990, Cleyde Blota deixou sua marca em diversos clássicos da teledramaturgia brasileira, sendo lembrada pela versatilidade e pela constante presença em produções de grande repercussão.


Elisa Fernandes
Elisa Fernandes iniciou a carreira no cinema, mas foi na televisão que conquistou espaço ao interpretar mocinhas em novelas de época. Durante as décadas de 1970 e 1980, participou de produções como "Senhora" (1975), "Vejo a Lua no Céu" (1976), "Escrava Isaura" (1976), "Maria, Maria" (1978) e "Carmem" (1987), consolidando-se como um dos rostos conhecidos da dramaturgia brasileira daquele período, além de aparecer em diversos comerciais.

Sua trajetória foi interrompida precocemente com seu falecimento, em 2 de janeiro de 1993, mas suas participações em novelas continuam sendo uma importante lembrança da televisão brasileira dos anos 1970 e 1980.

Zeni Pereira
Zeni Pereira foi uma das pioneiras atrizes negras da televisão brasileira, construindo uma carreira marcada por personagens de grande carisma. Nas décadas de 1970 e 1980, destacou-se em novelas como "Escrava Isaura" (1976), "Corpo a Corpo" (1984), "Vale Tudo" (1988) e "Carinhoso" (1973). 

Reconhecida como uma das artistas negras mais importantes de sua geração, ajudou a abrir caminhos para a representatividade na televisão brasileira. A atriz faleceu em 21 de março de 2002, deixando uma trajetória marcada por personagens memoráveis.


Denise Dumont
Considerada uma das atrizes de maior destaque no fim da década de 1970, Denise Dumont construiu uma carreira de sucesso na televisão ao protagonizar novelas e interpretar personagens marcantes. Entre seus principais trabalhos estão "Marrom Glacê" (1979), "Marina" (1980), e outras produções que consolidaram sua popularidade junto ao público.

No auge da carreira, também atuou no cinema e tornou-se uma das figuras mais conhecidas da televisão brasileira. Posteriormente, mudou-se para os Estados Unidos, diminuindo sua presença nas produções nacionais, o que acabou tornando suas novelas uma importante referência de sua trajetória artística.


Heloísa Helena
Heloísa Helena foi uma das atrizes mais respeitadas da televisão brasileira, participando de inúmeras novelas entre as décadas de 1960 e 1980. Atuou em novelas como "O Astro" (1977), "A Sucessora" (1978), "Feijão Maravilha" (1979), "Sétimo Sentido" (1982), sempre emprestando elegância e carisma às suas personagens. Era presença constante em novelas de Janete Clair.

Além da televisão, teve uma carreira expressiva no teatro e no cinema, tornando-se uma das grandes intérpretes de sua geração. Faleceu em 11 de junho de 1999, deixando uma contribuição significativa para a dramaturgia brasileira.


Célia Biar
Célia Biar iniciou sua carreira artística ainda na juventude e tornou-se presença constante na televisão brasileira a partir da década de 1970. Ao longo dos anos, participou de novelas como "A Moreninha" (1975), "Final Feliz" (1982), "Locomotivas" (1977), "Brega & Chique" (1987), "A Sucessora" (1978), construindo uma trajetória marcada por personagens coadjuvantes de destaque.

Com uma carreira dedicada principalmente à televisão, Célia Biar integrou o elenco de diversas produções importantes da teledramaturgia brasileira, tornando-se um rosto familiar para o público da época. Sua participação em novelas de diferentes estilos demonstra sua versatilidade como atriz.


Isis Koschdoski
Isis Koschdoski iniciou sua carreira na televisão após ser revelada no programa "Moacyr TV", atração dominical da TV Globo apresentada por Moacyr Franco e Pepita Rodrigues, que tinha como objetivo descobrir novos talentos para a dramaturgia da emissora. A partir dessa oportunidade, foi contratada pela Globo e passou a integrar o elenco de novelas como "À Sombra dos Laranjais" (1977), "Dona Xepa" (1977), "Cabocla" (1979) e "Marina" (1980), entre outras produções, construindo sua trajetória na televisão durante o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980.

Após se afastar das novelas, direcionou sua carreira para a dublagem, sendo dubladora e diretora de dublagem. Embora tenha deixado de aparecer com frequência nas telas, sua participação em produções marcantes da televisão brasileira preserva sua contribuição para a dramaturgia daquele período.



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