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9 ATRIZES QUE ABANDONARAM SUAS CARREIRAS NO CINEMA
Elas tinham glamour, status, fama e reconhecimento, mas isso tudo não bastou para elas. Um dia simplesmente, elas decidiram largar tudo o que conquistaram, para respirarem novos ares. Umas viveram anonimamente, outras largaram tudo para se casarem e formarem uma família, enquanto outras de certa forma sofreram boicotes que as forçaram a abandonar suas carreiras. Essa lista conta com 9 atrizes que largaram o cinema no auge, mas que até hoje são lembradas, admiradas e adoradas por novas gerações de fãs, pelo fato de desistirem da fama, enquanto muitas pessoas fazem de tudo para obtê-la.
Greta Garbo
Garbo foi uma das poucas atrizes que mais despertavam admiração do que inveja em suas colegas de profissão. E não foi eleita a quinta maior lenda do cinema em vão. Começou sua carreira ainda no cinema mudo, mas antes de alcançar a fama, fazia filmes publicitários em uma loja de departamentos. Ainda na Suécia, despertou a atenção de Mauritz Stiller, responsável pelos seus primeiros filmes. Mauritz a levou para os Estados Unidos, onde ela assinou um contrato com a MGM e passou a fazer diversos filmes e se tornou uma das "rainhas" do estúdio. Conseguiu transitar tranquilamente dos filmes mudos, para os sonoros. Seu primeiro filme sonoro "Anna Christie", atraiu multidões para o cinema, graças a uma campanha publicitária, com o slogan "Garbo Fala!". O resultado deu certo e a voz de Garbo foi aceita pela audiência e com isso ela recebeu sua primeira indicação ao Oscar (ela também foi indicada no mesmo ano por "Romance"). Foi indicada outras duas vezes por "Camille" (considerado por muitos o seu melhor desempenho na fase sonora) e "Ninotchka", seu penúltimo filme. Surpreendeu a todos ao estrelar uma comédia e com isso a MGM estava disposta a transformar um de seus maiores mitos em uma mulher comum. O resultado disso se chama "Duas Vezes Meu" (Two Faced Woman), em 1941, que foi um desastre de bilheteria e que causou seu afastamento do cinema. Garbo tentou algumas vezes retornar, mas os projetos sempre davam errado, até que em determinada vez desistiu de vez, passando a viver uma vida quase anônima, viajando pelo mundo e colecionando obras de arte.
Norma Shearer
Assim como Garbo, Norma Shearer começou sua carreira na fase silenciosa e na fase sonora foi considerada uma das "rainhas" da MGM. Tal denominação teve força graças ao seu casamento com Irving Thalberg, um dos homens de confiança de Louis B. Mayer, chefe do estúdio. O casamento lhe garantiu certa influência na escolha de papéis e com isso Norma estrelou diversos filmes que se tornaram sucesso de público e crítica. Chegou a ganhar um Oscar por "A Divorciada" (The Divorcee) em 1930. Após "A Divorciada", sob a batuta de Thalberg, Norma estrelou diversos sucessos de crítica e bilheteria. A sorte de Norma mudou em 1936, quando Thalberg faleceu repentinamente. A partir de então ela diminuiu seu ritmo de trabalho e passou a estrelar filmes duvidosos. Seu último grande êxito ocorreu em 1939, ao estrelar "As Mulheres" (The Women), ao lado de sua grande rival Joan Crawford. A MGM usou a rivalidade das duas atrizes, para gerar publicidade e lucro para o filme e isso deu certo. O último filme de Norma seria "Idílio à Muque" (Her Cardboard Lover), em 1942, um fracasso de crítica. Após seu afastamento definitivo do cinema, Norma chegou a se casar novamente e poucas vezes foi fotografada ou vista.
Grace Kelly
Ao lado de Audrey Hepburn, Grace Kelly foi considerada uma das atrizes mais elegantes e sofisticadas que já passaram por Hollywood. Grace também caiu nas graças de Alfred Hitchcock, com quem trabalhou três vezes. Chegou a ganhar um Oscar (considerado por muitos até hoje controverso), pelo filme "Amar é Sofrer" (The Country Girl). Trabalhou com grandes diretores e seu último filme foi "Alta Sociedade" em 1956. Largou o cinema, para se tornar a princesa de Mônaco. Quem pensa que dali pra frente sua vida seria um conto de fadas, se engana. Grace teve que lutar bastante para ganhar o respeito de seus súditos, que a viam como uma intrusa. Chegou a receber diversas propostas para voltar a atuar: uma delas do próprio Hitichcock, mas devido às fortes críticas de seus súditos, Grace teve que recusar todas. Quando finalmente conquistou o respeito e admiração de seus súditos, Grace acabou sofrendo um trágico acidente de carro.
Mary Pickford
Pickford não foi apenas um rosto bonito e sensível do cinema mudo. Atrás desse rosto de porcelana, existia uma mulher bastante forte, inteligente e determinada. Além de atuar, chegou a produzir diversos filmes. Em 1918, era uma das atrizes mais bem pagas do cinema. Seu casamento com Douglas Fairbanks, lhe trouxe bastante fama e bons frutos: ao lado do marido, Charles Chaplin e D.W. Griffith, fundou a United Artists, um estúdio independente, que prezava pela liberdade artística dos seus contratados. Pickford recebeu um Oscar pelo seu desempenho em "Coquette", em 1929. O filme marcou a mudança de imagem que Pickford queria para si: num ato de rebeldia, cortou seus cachos, que eram considerados a sua marca registrada. Tal atitude chocou a audiência, que via em Pickford, o modelo ideal de boa moça. No filme, Pickford interpreta uma moça totalmente rebelde, tipo diferente do que ela interpretava no cinema mudo. Após "Coquette", a carreira de Pickford, entrou em declínio e ela afastou-se do cinema em 1933. Após seu afastamento, se isolou totalmente em Pickfair, sua famosa mansão, além de desenvolver problemas com alcoolismo.
Louise Brooks
Louise Brooks foi um dos primeiros mitos e símbolos sexuais do cinema mudo. Seu corte de cabelo permanece atual até hoje e seus filmes a mantêm viva para as novas gerações. Contratada pela Paramount, Louise quando começou a atingir a fama, pediu um aumento de salário que lhe foi negado. Num ato de rebeldia, Louise simplesmente abandonou o estúdio, mesmo sofrendo ameaças de boicote. Recebe então um convite de G. W. Pabst para estrelar "A Caixa de Pandora" (Die Büchse der Pandora), filme que lhe imortalizaria no cinema. Com seus desempenhos em "A Caixa de Pandora" e "Diário de uma Garota Perdida" (Tagebuch einer Verlorenen), Louise Brooks se tornaria uma das lendas do cinema mudo, porém a Paramount cumpriria a promessa de arruinar sua carreira, ao dublar todas as suas cenas em "The Canary Murder Case", filmado em 1929, como filme mudo, mas que de última hora havia sido transformado em filme sonoro. Os executivos da Paramount começaram uma campanha publicitária difamatória, dizendo que a voz de Louise Brooks não era apropriada para o cinema sonoro. Tais rumores, decretaram sua ruína no cinema falado. Louise ainda fez dois filmes em 1931, porém passou despercebida, pois seu nome estava em uma lista negra de Hollywood. Após ser forçada a abandonar o cinema, chegou a decretar falência e a trabalhar como vendedora. Louise passou por várias décadas de esquecimento, até ser resgatada na década de 50, em uma exposição. E 1982, chegou a escrever um livro que foi sucesso de vendas.
Brigitte Bardot
Não podemos falar sobre símbolos sexuais das décadas de 50 e 60, sem mencionar Brigitte Bardot. Bardot foi um dos maiores mitos do cinema francês. O mito nasceu em 1957, ao estrelar "E Deus Criou a Mulher" (Et Dieu... créa la femme), filme onde Bardot quebra diversos paradigmas, como dançar de forma sensual sobre uma mesa e aparecer de biquíni em diversas cenas. O filme chegou a ser banido de diversos países católicos. Bardot também se tornou um ícone fashion e pop. Em 1973, anunciou sua aposentadoria, após mais de 50 filmes e alguns discos gravados. A partir de então, Bardot se tornou uma ferrenha defensora dos animais.
Não podemos falar sobre símbolos sexuais das décadas de 50 e 60, sem mencionar Brigitte Bardot. Bardot foi um dos maiores mitos do cinema francês. O mito nasceu em 1957, ao estrelar "E Deus Criou a Mulher" (Et Dieu... créa la femme), filme onde Bardot quebra diversos paradigmas, como dançar de forma sensual sobre uma mesa e aparecer de biquíni em diversas cenas. O filme chegou a ser banido de diversos países católicos. Bardot também se tornou um ícone fashion e pop. Em 1973, anunciou sua aposentadoria, após mais de 50 filmes e alguns discos gravados. A partir de então, Bardot se tornou uma ferrenha defensora dos animais.
Frances Farmer
Hoje parcialmente esquecida, Frances Farmer foi uma das mais famosas vítimas do sistema hollywoodiano. Farmer queria ser reconhecida como uma atriz, mas a Paramount queria que ela se tornasse uma estrela. Disposta a não ceder, Frances se rebelou contra o estúdio e se tornou uma das vítimas mais famosas do jornalismo tendencioso de Hollywood. Frances acabou adquirindo a fama de ser "difícil", "descontrolada" e "louca". Sua mãe em partes era uma das responsáveis por esse comportamento. Após protagonizar diversos escândalos, que foram noticiados com grande sensacionalismo pela imprensa, Frances acabou sendo internada à força em um manicômio, onde foi "diagnosticada" com esquizofrenia sofrendo diversas atrocidades. Após 5 anos internada, Frances ainda fez um filme "The Party Crashers" e rompeu em definitivo com Hollywood, se recusando a fazer qualquer filme.
Eleanor Powell
Powell, foi um dos grandes nomes da MGM, na época de ouro dos musicais. Foi uma das principais atrizes a popularizar o sapateado nos musicais do estúdio. Chegou a fazer um filme com Fred Astaire. Após sofrer um certo declínio em sua carreira, Eleanor decidiu romper seu contrato com a MGM em 1943, mesmo ano em que se casou com Glenn Ford. Após isso fez apenas três filmes e largou o cinema de vez, após o nascimento de seu primeiro filho. Após seu afastamento do cinema, chegou a fazer alguns programas de televisão, chegando a receber um Emmy.
Luise Rainer
Luise Rainer, foi a primeira atriz a ganhar dois Oscars, como também foi uma das primeiras a desafiar um chefe de estúdio. De personalidade forte e sendo uma mulher bastante independente, Rainer, logo foi considerada uma atriz "difícil". Louis B. Mayer queria transformá-la em uma estrela, fato que incomodava Rainer que queria ser reconhecida como uma atriz. O ápice dos atritos entre ambos ocorreu durante a produção de "Terra dos Deuses", filme que Mayer não queria de modo algum deixar Rainer fazer. Após forte resistência de Irving Thalberg, Mayer acabou deixando Rainer fazer o filme e com isso Rainer ganhou seu segundo Oscar consecutivo. Seu segundo Oscar lhe toruxe mais dor de cabeça, do que glória, já que a partir daquele momento ela deveria provar para todos que era uma excelente atriz e que o prêmio foi justo, porém Rainer recebeu diversos papéis que a deixaram descontente e graças a esses papéis, seu nome entrou para a lista de venenos de bilheteria. Após uma briga com Louis B. Mayer, Rainer teve seu contrato reincidido. Após o contrato reincidido, Louise fez um filme em 1943 e após isso ficou anos sem atuar, retornando apenas em 1997, aos 87 anos em uma participação em outro filme. Rainer chegou a fazer peças teatrais e diversas participações televisivas.
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Elas tinham glamour, status, fama e reconhecimento, mas isso tudo não bastou para elas. Um dia simplesmente, elas decidiram largar tudo o...
GRACE KELLY - O CONTO (NADA) DE FADAS DA PRINCESA DE MÔNACO
Grace Kelly foi um dos grandes nomes da era clássica de Hollywood, além de ter sido uma das mulheres mais lindas e desejadas de sua época. No cinema, em sua curta trajetória, trabalhou com diretores como John Ford, Fred Zinneman, Charles Walters, Charles Vidor, entre outros, mas foi com Hitchcock que Grace firmaria seu nome na história do cinema: ao todo fizeram três filmes. Grace chegou a ganhar um Oscar (bastante controverso até hoje), pelo seu desempenho em "Amar é Sofrer" (The Country Girl), porém Grace largou seu status de estrela de cinema, para se tornar uma princesa. Ao se casar com o príncipe Rainier III, muitos pensaram que Grace Kelly viveria a partir daquele momento um conto de fadas, mas não foi exatamente assim dali pra frente.
Grace e o príncipe Rainier se conheceram durante uma sessão de fotos em Cannes, em maio de 1955, depois Grace foi convidada para um jantar promovido pelo príncipe em sua casa real. No jantar Grace impressionou a todos os presentes com sua elegância e sofisticação. Após esses encontros, os dois passaram a trocar correspondências e telefonemas. Grace escondeu de todos os amigos e de sua família, o interesse de Rainier por ela, pois tinha medo da imprensa criar notas sensacionalistas em cima da história.
Em dezembro de 1955, Rainier embarcou nos Estados Unidos e a imprensa especulava que sua viagem tinha a ver com o fato dele precisar urgentemente se casar e ter herdeiros para o trono, assim mantendo a independência de Mônaco da França. Os repórteres perguntaram diretamente se ele estava em busca de uma esposa e receberam uma negativa do príncipe, porém Rainier acabou pedindo Grace em noivado e Grace aceitou o pedido.
Pessoas próximas de Grace, se espantaram com o súbito pedido de casamento e muitos acharam que no fundo Grace havia fechado um negócio. Grace foi submetida a exames para constatar se ela seria apta a conceber herdeiros. Anos antes, Rainier viveu um romance com Gisèle Pascal. Rainier queria se casar com Gisèle, porém o casamento não se concretizou, pois Gisèle não passou no exame de fertilidade. Rainier pensou seriamente em abdicar o trono para se casar com Gisèle, mas não haviam sucessores. Rainier então decidiu terminar o romance com a atriz. Ironicamente Gisèle se casou anos depois e teve uma filha.
Durante o noivado, Grace estava filmando "Alta Sociedade" (High Society), uma versão musical de "Núpcias de Escândalo" (The Philadelphia Story). Esse seria seu último filme comercial. Durante a produção do filme, em entrevistas, Grace deixava sempre em aberto se ela abandonaria ou não sua carreira de atriz. A MGM já estava com planos para um próximo filme "Teu Nome é Mulher" (Designing Woman), filme que acabou sendo estrelado por Lauren Bacall, substituindo Grace. Grace ainda tinha um contrato vigente com a MGM, que fazia questão de deixar claro que ela deveria cumpri-lo, caso contrário seria processada. No final, a MGM negociou com Grace os direitos de filmagem de seu casamento, prometendo não processá-la, caso ela não quisesse fazer mais filmes. "Alta Sociedade" foi um dos grandes sucessos de bilheteria de 1956.
Após diversos preparativos, o casamento ocorreu em 19 de abril de 1956 na Catedral de São Nicolau, em Mônaco. O vestido de Grace, foi desenhado por Helen Rose, figurinista da MGM. O estúdio cedeu a estilista para Grace como um "presente de casamento". O casamento civil ocorreu um dia antes. Após a cerimônia de casamento, o casal partiu para um cruzeiro pela costa da Espanha e França. Foi a partir desse momento que todos pensaram que Grace viveria dali pra frente um conto de fadas.
Para se tornar princesa de Mônaco, Grace teve que abdicar de várias coisas: uma delas foi a sua carreira de atriz, além disso Grace haveria de ter uma postura discreta e manter-se longe de escândalos, já que enquanto era atriz, Grace tinha fama de sempre se envolver amorosamente com boa parte dos atores com quem contracenava, mas o maior desafio para Grace, foi ter a aprovação dos monegascos. O casamento real trouxe um novo gás econômico para Mônaco, fazendo com que várias pessoas visitassem o microestado, mesmo assim os monegascos demoraram a aprovar Grace como princesa. Ela era estigmatizada por ter sido uma atriz de Hollywood e por ter vindo de fora. Gisèle Pascal tinha total aprovação dos monegascos.
Segundo amigos de Grace, ela confidenciava que os primeiros dois anos do casamento foram os mais difíceis e que ela na maioria das vezes ficava só e não tinha nenhum familiar por perto. Grace não tinha um bom relacionamento com seu pai, que vivia para criticá-la. Muitos achavam que com Grace se tornando princesa, o relacionamento poderia melhorar, mas seu pai mesmo assim continuava a desprezá-la.
Grace chegou a receber propostas para voltar a atuar: chegou a ser chamada para interpretar a Virgem Maria, proposta que a própria recusou e ainda disse em tom de brincadeira que se fosse chamada para interpretar Maria Madalena, ela poderia até aceitar, mas ninguém teria coragem de convidar uma princesa para desempenhar o papel de uma prostituta. Em 1960, Grace novamente recebeu um convite para interpretar a Virgem Maria, no épico "O Rei dos Reis" (King of Kings), dessa vez ela se consultou com Rainier, que pensando no povo de Mônaco, decidiu não deixar sua mulher participar do filme. Rainier tinha medo que seus súditos pensassem que Grace estaria retornando para Hollywood e deixando-os.
Em 1962, Grace recebeu um convite que parecia irrecusável: Hitchcock a convidou para estrelar "Marnie, Confissões de uma Ladra" (Marnie). Grace se empolgou com o papel e consultou Rainier que a princípio se mostrou empolgado, mas impôs algumas exigências: as filmagens deveriam ocorrer no período de férias da família real e não deveriam interferir nos compromissos reais de Grace. Hitchcock ficou surpreso com o consentimento do príncipe, porém os súditos se opuseram. Outro fator que causou confusão foi a MGM que exigia que Grace cumprisse então o restante de seu contrato. Devido a tantas objeções, Grace decidiu não fazer o filme.
Durante o casamento, após uma série de abortos espontâneos, Grace e Rainier tiveram três filhos: Caroline, Albert e Stephanie. Em 1969, Grace chegou aos 40 anos e viveu uma de suas várias crises: além da crise de idade, Grace teve uma crise de identidade: Grace não se sentia realizada com seus deveres de princesa, se entediava e sentia saudades dos amigos e da família. Durante a década de 70, Grace teve problemas com Caroline, que se rebelou contra a mãe e contra os protocolos reais e passou a estampar diversas manchetes de jornais.
Um hobby que Grace adquiriu durante os anos 70 foi o de colecionar flores. Logo após Grace aprendeu a arte dos desenhos de flores prensadas. Em 1977 ela decidiu exibir publicamente seus trabalhos. Em 1978, Grace chegou a desenhar uma linha de lençóis de cama, Em 1979, Grace produziu um filme que tinha como tema o concurso anual de arranjos florais em Mônaco. O filme chamado "Rearranged" marca a última aparição de Grace em um filme. Em 1980, um livro com suas colagens foi publicado. Grace chegou a criar uma fundação de caridade chamada "Fundação Princesa Grace". Foi durante esse período, que Grace finalmente recebeu o respeito dos seus súditos.
Grace também se dedicou a leituras públicas de poesias, tal atividade deixava Rainier bastante contrariado. Entre 1976 e 1981, Grace leu poesia por toda Europa e Estados Unidos, seu intuito era de se afastar de Mônaco e fugir de seus problemas, mas seus problemas sempre a acompanhariam para onde ela fosse. Rainier não queria Grace longe de Mônaco, mas Grace o ignorava completamente. Rainier então passou a desprezar as atividades de sua esposa. Ao perceber que as leituras de Grace se tornaram um grande sucesso e que isso poderia lhe trazer resultados diplomáticos, Rainier compareceu a uma das leituras de sua esposa.
Já no início dos anos 80, começaram a circular boatos de que Rainier estava sendo infiel. Grace sabia dos casos do marido. Depois de lidar com a rebeldia de Caroline, Grace agora lidava com a rebeldia de Stephanie. Grace enfrentava também problemas com bebidas, que haviam começado na década de 70. Em 13 de setembro de 1982, enquanto voltava para Mônaco de carro com sua filha Stephanie, Grace sofreu um derrame cerebral. No volante, Grace perdeu o controle do carro que se acidentou nas rochas. Grace sofreu diversos ferimentos, enquanto Stephanie sofreu leves machucados. Com lesões no cérebro e no tórax, Grace acabou falecendo na noite seguinte, no dia 14 de setembro, aos 52 anos e assim de forma trágica, seu suposto conto de fadas chegou ao fim.
P.S. Algumas informações desse texto foram retiradas do livro "Grace Kelly - As Vidas Secretas da Princesa" de James Spada (leitura que recomendo muito, por sinal).
Grace Kelly foi um dos grandes nomes da era clássica de Hollywood, além de ter sido uma das mulheres mais lindas e desejadas de sua época...
CINEMATECA - ALTA SOCIEDADE (HIGH SOCIETY)

Qualquer semelhança entre a história de "Alta Sociedade" e "Núpcias de Escândalo" (The Philadelphia Story), não é nenhuma coincidência. "Alta Sociedade" é um remake musical do filme de 1940 estrelado por Katharine Hepburn, Cary Grant e James Stewart, que ganhou um Oscar na categoria Ator Coadjuvante. As filmagens ocorreram entre janeiro e março de 1956. Grace Kelly vinha do sucesso "O Cisne" (The Swan) e havia ganho o Oscar dois anos antes pelo seu desempenho em "Amar é Sofrer" (The Country Girl), derrotando Judy Garland, que era a favorita para o prêmio. "Alta Sociedade" seria o último filme de Grace Kelly, que abdicaria de sua carreira cinematográfica, para casar-se com o Príncipe Rainier, tornando-se a Princesa de Mônaco.
Hitchcock tentaria anos mais tarde trazê-la de volta em "Marnie", porém com a reprovação do Príncipe e dos súditos de Mônaco, Grace acabou desistindo. O anel de noivado usado no filme por Grace, era realmente seu. Houve também uma forte onda de boatos sobre uma possível rivalidade entre Bing Crosby e Frank Sinatra, que foi desmentida pelo estúdio. Mesmo com essas boatarias, o filme foi um grande sucesso, estando entre um dos 10 filmes de maior bilheteria de 1956, obtendo lucro de mais de 1 milhão de dólares.
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"Alta Sociedade" (High Society) é um alegre e colorido musical de 1956, foi dirigido por Charles Walters que dirigiu grande...
7 LOOKS DE... GRACE KELLY
Grace Kelly foi uma das atrizes clássicas mais bonitas e estilosas da era de ouro de Hollywood. Foi uma das musas de Hitchcock, ganhou um Oscar e largou a carreira para ser princesa de Mônaco. Hoje relembraremos 7 looks usados por ela em seus filmes e de bônus o seu icônico vestido de casamento, digno de uma princesa mesmo.
01. Rear Window (1954)
02. To Catch a Thief (1955)
03. Dial M for Murder (1954)
04. High Society (1956)
05. The Swan (1956)
06. High Noon (1952)
07. Mogambo (1953)
Menção honrosa: Vestido de casamento
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Grace Kelly foi uma das atrizes clássicas mais bonitas e estilosas da era de ouro de Hollywood. Foi uma das musas de Hitchcock, ganhou ...
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