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O CASAMENTO DE PEDRA DE ROCK HUDSON
Hollywood. A fábrica dos sonhos, onde astros e estrelas da Era Dourada eram semideuses. Onde havia glamour, elegância e fama. Onde astros e estrelas eram exemplos a serem seguidos por seus fãs. Hollywood na visão popular era inocente demais e uma fábrica onde o que valia era a imagem mostrada. Mas, nos bastidores, Hollywood era cruel demais. Muitos astros e estrelas foram vítimas de Hollywood. Hollywood dava a fama, o status e o poder, mas tirava em troca, a personalidade. Hollywood não perdoava quem andava fora da curva. Vários tentaram desafiá-la e a maioria foi derrotada. Hollywood não perdoava muitas coisas: sexo, promiscuidade, infidelidade, mentiras e principalmente a homossexualidade. Ironicamente, tudo isso que Hollywood repudiava, era o que mais acontecia em seus bastidores. Rock Hudson, foi uma das célebres vítimas de Hollywood. Para manter a sua carreira, foi obrigado a renegar a sua homossexualidade, casou-se por aparências e passou a viver sua sexualidade quase que clandestinamente. Pagou um preço caro por isso, mas tornou-se uma lenda ao escancarar sua sexualidade e revelar ser soropositivo e passou a ser um ícone da causa gay em Hollywood, mesmo com algumas pessoas até hoje, repudiando a sua vida particular.
Rock nasceu em 17 de novembro de 1925. Seu nome de batismo era Roy Harold Scherer Jr.. Sua mãe era telefonista e seu pai mecânico. Durante a Grande Depressão, seu pai abandonou a família. O divórcio sairia alguns anos depois. Sua mãe se casaria novamente, porém Rock não se dava bem com seu padrasto. Na adolescência ao trabalhar em um cinema, adquiriu um amor por atuar. Após servir a Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, decidiu morar com seu pai biológico e tornar-se ator.
A carreira de Rock começaria, após ele enviar uma foto sua a um caçador de talentos. O caçador de talentos decidiu mudar seu nome para Rock Hudson e lhe conseguiu um pequeno papel em um filme "Sangue, Suor e Lágrimas" (Fighter Squadron) de 1948. Após essa participação, assinou um contrato com a Universal, estúdio que futuramente lhe transformaria em um dos maiores astros das décadas de 50 e 60.
Após uma série de pequenos papéis sem grande expressão, Rock ganhou seu primeiro protagonista em "Anjo Escarlate" (Scarlat Angel) em 1952. No mesmo ano, ele faria "Sinfonia Prateada" (Has Anybody Seen My Gal?), o primeiro de diversos filmes com Douglas Sirk. Em 1954, Rock já gozava de uma certa popularidade, quando Douglas Sirk o chamou para mais um filme: "Sublime Obsessão" (Magnificent Obsession), filme que mudaria a vida e a carreira de Hudson.
O filme foi um sucesso arrebatador, fazendo com que Rock se tornasse uma das estrelas mais populares daquele ano. Em 1956, ao lado de James Dean e Elizabeth Taylor (que se tornaria uma de suas grandes amigas), estrelou "Assim Caminha a Humanidade" (Giant). Outro grande sucesso de bilheteria.
Em 1959, após um período de altos e baixos em sua carreira, Rock firmaria uma de suas mais famosas parcerias: Doris Day. Ao todo fizeram três filmes juntos e se tornaram grandes amigos fora das telas. "Confidências à Meia-Noite" (Pillow Talk), revolucionou as comédias românticas e fez com que os nomes de Rock Hudson e Doris Day estivessem entre os atores mais populares nesse período.
Rock se tornaria um dos grandes símbolos sexuais das décadas de 50 e 60 e por estar sempre solteiro, começaram as especulações sobre sua sexualidade. Em 1955 chegou a ser chantageado por uma revista que ameaçava expôr sua vida particular. Embora os fãs não soubessem, a homossexualidade de Rock, era bem conhecida nos bastidores de Hollywood.
Para evitar escândalos, foi pensada uma maneira de desviar o foco de Rock Hudson. A maneira mais óbvia seria um casamento de aparências. A escolhida foi Phyllis Gates, sua secretária. Além do fato de ser chantageado, um outro fator fez com que Rock pensasse em se casar: estava perdendo bons papéis, por ser solteiro. Hollywood prezava muito a família tradicional e praticamente todos os astros e estrelas eram obrigados a se casarem, mesmo que se divorciassem depois.
Ainda assim, até hoje existem controvérsias de que o casamento foi ou não de aparências, mesmo Rock assumindo sua homossexualidade anos depois. Há histórias de que Rock estava apaixonado por Phyllis e a pressão de seu agente e do estúdio, contribuiu para que tomasse a decisão de se casar com ela. Há ainda histórias de que Phyllis sequer sabia que estava sendo usada para abafar um rumor de homossexualidade sobre Rock.
Após se casar, Rock tornou-se uma pessoa mais reservada e fechada: não dava entrevistas, se recusava a fazer materiais pra publicidade e esnobava repórteres e fotógrafos. Dizia que sua vida particular era um assunto que dizia respeito apenas a ele e ninguém mais. O casamento começou a deteriorar-se após o sucesso de "Assim Caminha a Humanidade". Phyllis passou a ser obsessiva com Rock, passando a vigiar seus passos e sendo possessiva.
Phyllis porém, disse em uma entrevista anos mais tarde que o declínio do casamento deu-se ao fato de Rock pensar apenas em sua carreira. Durante o primeiro ano de casamento, Rock era um marido fiel e exemplar. Após o primeiro ano, voltou a sair com homens. Em 1958, Phyllis entrou com uma ação de divórcio contra Rock, alegando "extrema crueldade mental". Meses depois saía finalmente o divórcio. A partir desse momento, Rock se recusou a falar sobre seu casamento fracassado.
Após o divórcio, a carreira de Hudson passou por altos e baixos. As comédias românticas reavivaram sua popularidade, enquanto filmes como "Adeus às Armas" (Farewell to Arms), "Amor à Italiana" (Strange Bedfellows), mostravam-se escolhas erradas. Rumores sobre sua sexualidade continuaram a existir. Secretamente, Rock encontrava-se com diversos homens, chegando até a desenvolver um relacionamento sério com alguns, que não duravam longo tempo, devido a personalidade difícil do astro.
Sua carreira passou a declinar no final da década de 60. Durante a década de 70 e início dos anos 80, fez diversos filmes e séries para televisão. No início da década de 80, surgiram diversos problemas de saúde, devido à sua vida regrada a cigarros e bebidas. Em 1984, descobriria que era portador do vírus HIV e manteria sua condição em segredo por quase um ano. Depois de uma aparição ao lado de Doris Day, começaram as especulações sobre sua saúde. A princípio especulavam que Rock estava com câncer no fígado.
Após um mês de especulações, a agente de Rock, confirmou que o astro era portador do HIV. Após divulgar sua condição, Rock que sempre tentou esconder sua orientação sexual, viu-se sendo bombardeado por diversos comentários a respeito de sua vida sexual. Naquela época, o HIV era relacionado principalmente aos homossexuais e por medo, Rock a princípio disse que acreditava ter contraído o vírus através de transfusões de sangue realizadas anos antes durante uma cirurgia.
Rock Hudson acabou enfim assumindo a sua homossexualidade e ganhou o apoio de diversas celebridades e tornou-se um "rosto" na luta contra o HIV, como também um exemplo de coragem ao assumir a sua orientação sexual. Chegou até a escrever uma autobiografia ao lado de Sara Davidson, revelando aspectos de sua vida íntima e principalmente sobre sua homossexualidade.
Em 2 de Outubro de 1985, Rock morreu durante o sono, aos 59 anos. Pediu para que não houvesse nenhuma cerimônia fúnebre. Durante todos esses anos, Rock foi considerado um símbolo da causa gay, por ter tido a coragem de assumir após muita resistência, a sua homossexualidade e sua condição de soropositivo. Infelizmente, algumas pessoas ignorantes, o julgam por seu estilo de vida, mas ele foi forçado a viver sua sexualidade de forma marginal, em nome do sucesso. Rock Hudson foi uma das centenas de vítimas do sistema criado por Hollywood e ele foi muito corajoso por tentar derrubar esse sistema nos momentos finais de sua vida.
"O medo é uma das piores coisas da vida. (...) Um sentimento horrível como uma doença que não se pode controlar. Não gosto das coisas que não posso controlar."
Hollywood. A fábrica dos sonhos, onde astros e estrelas da Era Dourada eram semideuses. Onde havia glamour, elegância e fama. Onde astros...
NÃO ME MANDEM FLORES (SEND ME NO FLOWERS) - O ÚLTIMO FILME DA DUPLA DORIS DAY E ROCK HUDSON
Na década de 50, Doris Day era uma das atrizes absolutas nas listas de maiores bilheterias. Fez diversos musicais, arriscou fazer filmes de suspense, inclusive fez um filme com Hitchcock. Ainda na década de 50, fez um sublime desempenho em "Ama-me ou Esquece-me" (Love Me or Leave Me) baseado na vida da cantora, atriz e dançarina Ruth Etting, que vivia um relacionamento abusivo com um gângster que a descobriu e passou a agenciar sua carreira. Mas foi ainda na década de 50, especificamente no final dela, que o gênero que consagrou Doris, as comédias românticas, começara a entrar em declínio.
Foi então que surgiu em 1959, "Confidências à Meia-Noite" (Pillow Talk), estrelado pela própria Doris Day em parceria com Rock Hudson e Tony Randall, filme que revolucionaria o gênero e daria um novo gás, além de servir de inspiração para produções posteriores. O filme ganhou um Oscar na categoria de Roteiro Original, além de diversas outras indicações e Doris ganhou sua primeira e única indicação na categoria de Melhor Atriz.
Satisfeitos com o sucesso de "Confidências à Meia-Noite", os executivos da Universal, reuniram o trio novamente em 1961 em "Volta Meu Amor" (Lover Come Back), filme com uma trama bem semelhante à "Confidências à Meia-Noite". Curiosamente, o filme recebeu uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Roteiro.
Em 1964, viria "Não me Mandem Flores" (Send Me No Flowers), terceiro e último filme do trio. O filme possui uma trama totalmente diferente dos anteriores. A trama é baseada em uma peça de teatro escrita por Norman Barasch e Carroll Moore, que ficou em cartaz na Broadway entre 1960 e 1961 e contou como protagonista David Wayne, filho de John Wayne.
George (Rock Hudson) é um hipocondríaco que faz da vida de todos ao seu redor um inferno. Um dia, após sentir dores no peito, ele decide ir ao médico. Após terminar seus exames ele acidentalmente ouve uma conversa de seu médico ao telefone, comentando que acabara de atender um paciente que está prestes a morrer. Neurótico, George pensa que o paciente terminal é ele. Desesperado, ele pede ajuda a seu amigo Arnold (Tony Randall), para que arrumem um marido "substituto" para sua esposa Judy (Doris Day), para que ela não fique sozinha após sua morte. George e Arnold começam a elaborar uma lista de homens disponíveis e começam a apresentá-los para Judy, que nada entende da historia e a confusão está armada, já que Judy pensa que George está tendo um caso e está tentando distraí-la.
Mesmo sendo esse o último filme de Doris Day e Rock Hudson, os dois permaneceram amigos até a morte de Rock Hudson em 1985. Em uma entrevista de 2011, Doris Day contou como começou a grande amizade entre os dois. Ela disse que nada sabia sobre ele e que ficou em dúvida se o nome real dele era "Rock" mesmo. “Mas não demorou muito para conhecê-lo, porque ele era engraçado. Ele realmente tinha um ótimo senso de humor. E ele me chamou de Eunice. Ele sempre tinha que ter um nome para mim. Havia muitos deles, mas Eunice foi o que ele mais gostou”, ela lembrou. "Tivemos momentos maravilhosos."
Um dos momentos mais marcantes da amizade entre os dois, foi o último registro deles juntos em um programa de Doris Day em 1985, pouco antes de Rock falecer. "Eu mal o reconhecia", lembrou-se. "Ele estava muito doente. Mas eu simplesmente ignorei isso e saí e coloquei meus braços em volta dele e disse: 'Estou feliz em vê-lo' ”. Doris Day também foi uma das amigas que se mantiveram ao lado de Rock Hudson, desde sua declaração pública sobre ser homossexual e ser portador do vírus HIV.
Sobre a última vez em que o viu, ela disse: "Ele estava muito cansado". “Eu levava o almoço para ele e preparava uma travessa grande, mas ele não podia comer. Eu dizia 'E se eu pegar um garfo e alimentá-lo', mas ele disse 'Doris, eu não posso comer'. Nos beijamos na despedida e ele me deu um grande abraço e me segurou. Eu estava chorando. Foi a última vez que o vi, mas ele está no céu agora. Não sei quem primeiro me contou sobre a morte dele porque uma enxurrada de telefonemas me ocorreu. Foi uma época muito difícil ”.
Sobre os três filmes que fizeram juntos, Doris disse: “Acho que a razão pela qual as pessoas gostam de nossos filmes é porque eles podiam dizer o quanto gostávamos um do outro. Foi assim que apareceu na tela. Ele era um bom amigo. Nunca esquecerei o quanto rimos."
"Não Me Mandem Flores", foi lançado pela Classicline. Clique na capa, para maiores informações ou para comprar:
Na década de 50, Doris Day era uma das atrizes absolutas nas listas de maiores bilheterias. Fez diversos musicais, arriscou fazer filmes ...
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