ATRIZES ESQUECIDAS - MARGARET LIVINGSTON
Margaret Livingston começou sua carreira ainda no cinema mudo, fazendo a transição para os filmes falados e abandonando a carreira de atriz ainda no início da década de 30. Seu papel mais famoso é o da antagonista de "Aurora" (Sunrise: A Song of Two Humans), dirigido por F.W. Murnau em 1927.
Sua estreia como atriz de cinema, ocorreu em 1916, fazendo diversos papéis coadjuvantes. Mesmo fazendo pequenos papéis, ela aparecia em diversos filmes, chegando a participar de mais de 5 filmes por ano, entre 1925 e 1929. Em 1927, participou de "Aurora", fazendo a amante do personagem principal vivido por George O'Brien e antagonizando a personagem de Janet Gaynor. Este tornou-se o seu papel mais famoso. No ano seguinte, esteve em outro filme notável, "A Última Ameaça" (The Last Warning) dirigido por Paul Leni.
Em 1929 dublou Louise Brooks para a versão sonora de "O Drama de uma Noite" (The Canary Murder Case), pois Louise recusou-se a renovar o contrato com a Paramount para fazer a sonorização do filme. Sua dublagem foi bastante criticada, embora o filme tenha feito sucesso e gerado duas sequências. Ela ainda atuou no filme como dublê de Brooks nas refilmagens, sempre aparecendo de perfil ou de costas. Margaret ainda fez a transição para os filmes sonoros, participando de algumas produções, encerrando sua carreira em 1934. Sua carreira conta com mais de 50 filmes mudos e mais de 20 filmes sonoros. Ela faleceu em 13 de dezembro de 1984 aos 89 anos.
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LISTA COM FILMES MUDOS PERDIDOS - PARTE 3
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FOTOS DA ATRIZ LÉA GARCIA
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CINEMATECA - MULHER DA RUA (1951)
"Mulher da Rua" (Trotacalles), foi dirigido por Matilde Landeta, única mulher a exercer o cargo de diretora durante a era de ouro dos filmes mexicanos. A primeira mulher a dirigir um filme no país foi Mimí Derba. Embora tenha uma sinopse que dê a entender que seja um filme folhetinesco, surpreende por representar muito bem a realidade das mulheres que se prostituem.
O enredo do filme consiste na rivalidade entre duas irmãs: Maria; Azalea (Elda Peralta) e Elena (Miroslava) que no passado haviam disputado o mesmo homem. Maria fugiu com o namorado da irmã e após isso foi enganada e foi obrigada a se prostituir para sobreviver. Já Elena, tornou-se uma mulher fria, amarga e casou-se com um homem rico em busca de tranquilidade financeira e uma vida repleta de luxos e futilidades.
O caminho das irmãs se cruzam após anos, quando Maria, na rua se prostituindo, é atropelada por um carro. Uma das pessoas que estão dentro dele é Elena. O marido de Elena dá dinheiro para Maria e seu cartão. No dia seguinte, Maria procura Elena para lhe devolver o dinheiro e Elena despeja nela toda sua amargura e frustração e pede que nunca mais se vejam.
Maria é explorada por Rodolfo (Ernesto Alonso), um homem abusivo e malandro. Rodolfo acaba se envolvendo com Elena e engana Maria dizendo que pretende aplicar um golpe em uma mulher rica. Maria o ajuda no plano sem saber que a mulher é sua irmã. Elena, que até então era uma mulher amargurada, acaba se apaixonando por Rodolfo e coloca seu casamento em risco. As intenções de Rodolfo nunca ficam claras em relação à Elena, já que ele passa uma dubiedade, mas nos momentos finais do filme a real intenção dele se mostra.
Totalmente cega de paixão, Elena planeja um golpe contra o marido e decide fugir com Rodolfo. Ele abandona Maria e ela acaba descobrindo que a mulher que ele engana é na realidade sua irmã. Maria tenta alertá-la, porém Elena já decidiu o caminho que irá tomar e está completamente ciente de todas as consequências.
Mesmo com todo o enredo folhetinesco centrado em um embate feminino e na tensão da descoberta do triângulo amoroso, "Mulher da Rua", traz consigo um tema secundário: a realidade das mulheres que se prostituem. O filme mostra todas as dores e dificuldades que essas mulheres passam exercendo sua profissão, desde a exploração, passando pela solidão e pelo preconceito social.
Um ponto interessante e muito positivo é o companheirismo e a solidariedade entre as prostitutas, mostrando o apoio e amparo entre elas. Há também um monólogo de uma personagem que retrata muito bem a realidade das mulheres que são obrigadas a se prostituírem por necessidade e que ainda é bastante atual. Chega a ser fascinante ver uma cena dessas em um filme da década de 50.
Além do folhetim, da rivalidade e amparo entre mulheres e a prostituição por necessidade, há também a abordagem de outro tipo de prostituição: a prostituição por status social. Os dois tipos são bem definidos entre as duas irmãs: Maria se prostituiu por não encontrar uma solução, Elena se prostituiu em busca de luxo e riqueza. Maria tem noção de sua situação e também da situação de sua irmã, Elena se acha superior à Maria pelo fato de ser rica e rebaixa a irmã por ser prostituta.
Além de todos os pontos citados, outro que merece ser mencionado é a tensão gerada até o clímax do filme, quando Maria tem noção de que fora abandonada por Rodolfo e descobre que foi preterida por sua irmã. Após isso, o filme mantêm-se elevado e caminha para um final que gera um misto de revolta e êxtase, resultando em uma cena final que abusa de um recurso já conhecido do cinema, mas que mesmo assim é espetacular para o desfecho da história. Ao terminar esse filme, fica a sensação de um vazio existencial, além de um questionamento sobre as diferenças sociais e também a dúvida do porquê esse filme não ser tão conhecido e não estar em uma lista de melhores filmes produzidos de todos os tempos.
"Mulher da Rua" (Trotacalles), foi dirigido por Matilde Landeta, única mulher a exercer o cargo de diretora durante a era de ouro ...


















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