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CINEMATECA - DEPOIS DA TORMENTA (PAYMENT ON DEMAND)
"Depois da Tormenta" (Payment on Demand) foi o primeiro filme de Bette Davis, após sua (conturbada) saída da Warner Brothers em 1949, após 18 anos de contrato. O filme foi dirigido por Curtis Bernhardt. Além de Bette, o filme traz Barry Sullivan, nos papéis principais. Curiosamente o filme só foi lançado em 1951, após o sucesso esmagador de "All About Eve" e por causa disso, passou praticamente despercebido.
David Ramsey (Barry Sullivan) surpreende sua esposa Joyce (Bette Davis), com um inesperado pedido de divórcio. Joyce então descobre que o marido está tendo um caso com uma mulher mais jovem. Magoada, ela decide fazer uma viagem pelo Caribe, na esperança de pagar a traição do marido na mesma moeda e ao mesmo tempo começa a relembrar todos os momentos da união, desde o namoro, passando pelo nascimento das filhas, o incentivo na vida profissional de David, até o derradeiro momento do pedido do divórcio. Com essas lembranças Joyce também começa a se auto-analisar e a enxergar a sua parcela de culpa pelo fracasso do casamento. Decidida ela retorna da viagem, disposta a salvar seu casamento.
Inicialmente, o filme que foi produzido por Howard Hughes, se chamaria "A História de um Divórcio" (The Story of a Divorce) e teria um final mais pessimista, porém Hughes não satisfeito com o título e nem com o final, pediu para que ambos fossem mudados. Tal atitude desapontou o elenco e a equipe de produção. A própria Bette Davis chegou a declarar que as mudanças decepcionaram a todos.
Curtis Bernhardt, chegou a declarar que a cena em que David, com uma imensa frieza pede o divórcio, como quem pede um café da manhã, tinha sido a cena que mais tinha lhe dado orgulho em dirigir. O filme marcaria a estreia de Barbara Davis, filha de Bette Davis, interpretando uma das filhas pequenas. Na época Barbara tinha apenas 3 anos. No mesmo ano, o Lux Radio Theater, transmitiu uma adaptação radiofônica de 60 minutos do filme, com Bette Davis e Barry Sullivan reprisando seus papéis. Mesmo o filme sendo ofuscado por "All About Eve", foi um dos mais rentáveis dos trinta e oito títulos lançados pela RKO em 1951.
"Depois da Tormenta" foi lançado pela Classicline, clique na capa, para maiores informações ou para comprar:
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CINEMATECA - A ÚLTIMA CANÇÃO (EL ÚLTIMO CUPLÉ)
"A Última Canção" (El Último Cuplé) foi o primeiro grande sucesso de Sara Montiel, consagrando-a como uma grande estrela do cinema espanhol e abrindo portas para "La Violetera", filme que a consagraria mundialmente. Este filme marca também o retorno de Sara ao cinema espanhol, após um período no México e nos Estados Unidos, onde participou de alguns filmes em Hollywood, dentre eles "Veracruz" ao lado de Gary Cooper e Burt Lancaster.
O filme foi gravado em condições bastante precárias devido a falta de um orçamento suntuoso. O projeto inicial levou anos para levantar fundos e houveram várias improvisações para contornar a falta de dinheiro. Sara que estava acostumada com as grandes mordomias oferecidas no México e nos Estados Unidos, se alarmou um pouco com as limitações, mas aceitou um salário de 100 mil pesetas. Anthony Mann, seu marido na época, chegou a acreditar que o filme fracassaria.
Maria Luján (Sara Montiel), uma ex-cantora de palco famosa, agora está no ostracismo e cantando em modestos teatros, onde as pessoas ignoram seu passado e o seu talento. Numa de suas apresentações, ela reencontra Juan Contreras (Armando Calvo), seu ex-empresário e ambos relembram o passado.
O filme então entra em narrativa de flashbacks, mostrando como Maria alcançou o estrelato com a ajuda de seu empresário, sua paixão no auge do sucesso por um toureiro e por fim a tragédia que culminou com a sua queda e esquecimento. Inicialmente Sara seria dublada por uma cantora profissional, mas como o orçamento não permitia tal luxo, o diretor Juan de Orduña e os responsáveis pela produção do filme, decidiram apostar na voz de Sara, fazendo-a gravar as canções do filme no estúdio, para depois canta-las em playback nas filmagens. Durante os ensaios Sara, não conseguia alcançar as notas de soprano, então ela pediu para descer a escala, com isso, Sara conseguiu impor seu próprio estilo, rompendo a tradição de vozes sopranos, que imperavam no cinema espanhol há tempos.
O filme atingiu um grande e inesperado sucesso, surpreendendo a todos, inclusive a própria Sara e os produtores, que acreditavam que o filme estava fadado ao fracasso. Com isso novos filmes foram projetados para Sara, intercalando história com números musicais, produzidos especialmente para ela.
"A Última Canção" chegou a sofrer uma leve censura de um Grão-Duque russo, que achou um personagem da trama, muito semelhante a ele. O Grão-Duque fez uma denúncia, que foi aceita pelo tribunal e com isso o filme foi suspenso, porém graças a aclamação popular, o filme retornou aos cinemas e ficou 38 semanas em cartaz, lucrando mais de 15 milhões de pesetas, um avassalador sucesso para a época.
Antes da estreia do filme, Sara assinou um contrato com a gravadora Columbia, para lançar um álbum com as canções do filme, ganhando uma porcentagem sobre as vendas dos álbuns. Com o sucesso do filme, Sara conseguiu ganhar uma considerável soma de dinheiro.
O Círculo de Escritores Cinematográficos, concedeu a Sara Montiel, uma Medalha de Melhor Atriz e para Jose Fernandez Aguayo, uma Medalha de Melhor Fotografia Colorida.
"A Última Canção" foi lançado pela Classicline, clique na capa, para maiores informações ou para comprar:
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"A Última Canção" (El Último Cuplé) foi o primeiro grande sucesso de Sara Montiel, consagrando-a como uma grande estrela do cin...
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