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fevereiro 2018
MAE WEST - UM ESCÂNDALO A CADA NOVO FILME
Mae West foi uma das figuras mais fascinantes da Era Clássica de Hollywood. Além de atuar, Mae escrevia os roteiros dos filmes que produzia e protagonizava e geralmente não eram nada ortodoxos. Quando seus filmes chegavam aos cinemas, uma onda de escândalo os acompanhavam, já que na maioria dos seus filmes, Mae interpretava uma figura predadora, maliciosa e que literalmente colocavas homens no bolso. E ela fazia tudo isso em uma época bastante hipócrita e machista. Mae era uma das principais dores de cabeça dos censores do Código Hays, uma organização que tinha como função proibir assuntos polêmicos como uso de drogas, homossexualidade, sexo e entre outros nos filmes. Mesmo com toda essa limitação, Mae conseguia de forma admirável, inserir diálogos de duplo sentido em seus filmes e levava o público à loucura.
Mae nasceu em 17 de agosto de 1893, em Nova York. Seu pai era um boxeador e sua mãe tinha origem francesa. Precoce, começou a trabalhar no teatro aos 5 anos. No fim da década de 10 e início da década de 20, escreveu algumas peças de teatro. Em 1926 "Sex" seria seu primeiro sucesso, como também o primeiro escândalo. A partir daí o mito Mae West nascia. Por causa tanto do contexto, quanto a forma em que Mae desempenhava o papel de uma prostituta na peça, os jornais se recusaram a dar qualquer tipo de publicação ou divulgação para a peça estrelada, produzida, dirigida e escrita por Mae. Mesmo sendo sabotada pela imprensa, Mae conseguiu atrair público para a peça que foi um sucesso e se manteve firme durante mais de 300 apresentações e só saiu de cartaz, após Mae despertar a fúria de um grupo conservador que conseguiu colocá-la na cadeia por oito dias. Graças a esse escândalo, Mae ganhou a alcunha de "Bad Girl".
Sua próxima peça, chamada "The Drag", abordava claramente e diretamente a homossexualidade. Mae a apresentou em Connecticut e New Jersey e estava pronta para ir para Nova York, porém foi novamente barrada pelo mesmo grupo conservador, que a impediu de chegar na Broadway. Mae West foi uma das primeiras atrizes a se posicionarem a favor do Feminismo e dos homossexuais. West continuou a escrever peças, causar escândalos e a lotar casas. Em 1928 escreveria "Diamond Lili", um de seus maiores sucessos, ao lado de "Sex". "Diamond Lili" fez com que Mae West despertasse a atenção de Hollywood para o seu talento.
Sua chegada em Hollywood ocorreu em 1932, com um contrato no valor de 5 mil dólares por semana, na Paramount. Nessa época Mae West já estava perto dos 40 anos, idade em que as atrizes começavam a perder valor e bons papéis em Hollywood. Seu primeiro filme foi "Noite Após Noite" (Night After Night), que a princípio causou-lhe desgosto. Desgostosa com o papel, Mae exigiu que suas falas fossem reescritas por ela mesma e milagrosamente a direção da Paramount acatou tal exigência. O resultado podemos ver na primeira cena em que Mae aparece repleta de diamantes e uma garota lhe fala: "Meu Deus! Que diamantes lindos!!". Então Mae lhe responde: "Querida, Deus nada teve a ver com isso!". Sobre o filme, George Raft, seu parceiro de cena disse: "Ela roubou tudo, exceto as câmeras".
Seu segundo filme, seria uma adaptação de "Diamond Lilli", agora com o nome de "She Done Him Wrong" (Uma Loura para Três). Esse filme além de ser o seu primeiro grande sucesso na Paramount, é ainda o filme que lançou Cary Grant ao estrelato. Cary havia começado sua carreira há algum tempo, mas recebia apenas papéis pequenos e sem grande importância. Mae o viu por acaso nos corredores da Paramount e se encantou por ele e exigiu que ele fosse o seu parceiro no filme. Novamente a Paramount acatou a exigência e o filme além de ter sido um grande sucesso, salvou o estúdio da falência. Em gratidão à Mae West, um dos edifícios do estúdio, foi batizado com seu nome.
Em 1934, Mae ganhou um novo inimigo: o Código Hays. Mae agora via seus filmes sofrerem ameaças. A primeira censura que Mae enfrentou, foi com o título de seu próximo filme que originalmente se chamaria "It Is not No Sin", que acabou se chamando "Belle of the Nineties" (Uma Dama do Outro Mundo). Mesmo com algumas censuras no texto, o filme foi um sucesso. Mae não teria tanta sorte em seu próximo projeto: "Goin 'to Town" (Senhora da Alta Roda) de 1935, que foi tão prejudicado pela censura, que acabou recebendo críticas mistas.
Seus próximos filmes, sofreriam cortes mais intensivos e não fariam tanto sucesso, por causa disso, Mae foi incluída na famosa lista dos venenos de bilheteria. Mesmo amargando uma fase ruim, Mae West era considerada em alta por diversos produtores de Hollywood, chegando inclusive a receber um convite de David O. Selznick para interpretar Belle Watling, em "E o Vento Levou" (Gone With the Wind). Em 1940, Mae estrelou ao lado de W.C. Fields a comédia "My Little Chickadee " (Minha Dengosa) que foi um sucesso e novamente Mae West despertou a fúria dos conservadores que criticaram negativamente a sua personagem.
Em 1943, Mae estrelaria "Sedução Tropical" (The Heat's On), filme que a princípio Mae não queria fazer e só aceitou o papel, após muita insistência de Gregory Ratoff que era o produtor e diretor do filme e seu amigo pessoal. Dessa vez Mae teve como inimigo a Columbia, estúdio que produziu o filme e que a impediu de escrever suas próprias falas, como resultado disso, o filme foi um fracasso de bilheteria. Após esse filme, Mae percebeu que estava perdendo espaço no cinema e que se continuasse, seria sua ruína. Foi então que Mae decidiu voltar para os teatros, onde havia mais liberdade de expressão. Mae já na casa dos 50 anos, lotava casas em Las Vegas e palcos da Broadway. Sua carreira ganhava um novo fôlego. Foi aplaudida de todas as formas ao trazer de volta "Lili Diamond", em 1949.
Na década de 50, teve seu próprio show de teatro, em Las Vegas, onde cantava rodeada de homens musculosos. Ainda na década de 50, recebeu o convite de Billy Wilder, para estrelar "Crepúsculo dos Deuses" (Sunset Blvd.) que a princípio seria uma comédia. Insegura por causa do Código Hays e por não poder escrever suas falas, acabou recusando o papel de Norma Desmond. Após Wilder contar com a recusa de Mary Pickford, ele reescreveu o roteiro, como um filme Noir e teve Gloria Swanson sugerida por George Cukor para o papel principal de Norma.
Mae seguiu toda a década de 50, recusando qualquer papel para o cinema, porém fez algumas participações televisivas e chegou a gravar um disco e a escrever uma autobiografia. Mae retornaria aos filmes em 1970 em "Myra Breckinridge", em uma pequena participação e em 1978 em "Sextette", sua última aparição, aos 85 anos. Em 1971, Mae West foi eleita pela UCLA, a "Mulher do Século", pela sua luta contra a censura. Mae West faleceu em 22 de novembro de 1980, aos 87 anos. Em 1999, foi eleita a 15ª maior lenda feminina pelo American Film Institute.
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Mae West foi uma das figuras mais fascinantes da Era Clássica de Hollywood. Além de atuar, Mae escrevia os roteiros dos filmes que produz...
LETTY LYNTON - O FILME "PERDIDO" DE JOAN CRAWFORD
Em 1932, Joan Crawford já gozava de grande popularidade e não precisava mais provar para ninguém que era uma boa atriz e uma grande estrela. Joan foi uma das atrizes que conseguiram sobreviver à prova de fogo da transição dos filmes mudos para os sonoros. Em 1931 fez "Possuída" (Possessed) ao lado de Clark Gable e o filme foi um grande sucesso. A dupla se reencontraria dentro e fora das telas outras vezes. Após "Possuída", Joan teve a chance de se reunir com grandes astros e estrelas da MGM no filme "Grande Hotel" (Grand Hotel), outro êxito em sua carreira, mesmo ela não brilhando completamente sozinha e dividindo as atenções com ninguém menos que Greta Garbo.
Após "Grande Hotel", ainda em 1932, Joan estrelaria um filme que viraria lenda em Hollywood, pelas suas histórias fora dos estúdios: "Letty Lynton" (Redimida).
No filme, Joan interpreta a personagem título, uma socialite de Nova York, que vive no Uruguai, que tem um tórrido caso amoroso com Emile Renaul (Nils Ashter). Não satisfeita com o rumo do caso, Letty decide pôr um fim no romance, ao conhecer o americano Jerry Darrow (Robert Montgomery). Letty decide então esconder de Jerry o seu tumultuado passado, mas acaba sendo chantageada por Emile, que não se conforma com o fim do romance. Emile usa cartas que os dois trocavam, para tentar persuadir Letty a voltar com ele, porém Letty está disposta a pôr fim na própria vida, do que voltar para Emile. Na noite em que Letty decide pôr em prática seu plano de se suicidar, um acidente entre ela e Emile acaba ocorrendo e Letty acaba tirando proveito da situação e tem então a chance de ser feliz, sem se preocupar com seu passado.
A primeira história famosa, seria que Clark Gable a princípio faria o papel de Jerry, porém a MGM descobriu que durante as gravações de "Possuída", Gable e Crawford iniciaram um tórrido caso amoroso e para evitar um escândalo e também para puni-lo, decidiram colocar Robert Montgomery em seu lugar. Outra história famosa é o banimento do filme na Inglaterra, devido ao seu final. Muitos não aceitaram o final, onde a protagonista escapa ilesa de uma situação onde geralmente o público espera uma punição.
Mas nenhuma dessas histórias superaram o que ocorreu após o lançamento do filme e que de certa forma colaborou para construir sua fama de filme "perdido". Embora originalmente o filme tenha sido baseado na história de mesmo nome de Marie Adelaide Belloc Lowndes, que por sua vez se baseou na história real de Madeleine Smith, a MGM foi acusada de na verdade usar o texto da peça "Dishonored Lady", escrita por Edward Sheldon e Margaret Ayer Barnes, sem comprar os direitos ou dar créditos de adaptação.
Tanto o romance de Marie Adelaide, quanto a peça de Sheldon e Barnes, foram baseados no caso de Madeleine Smith, que foi acusada aos 21 anos na Escócia, de envenenar seu amante, Pierre Emile L'Angelier. As cartas trocadas entre Smith e L'Angelier, foram divulgadas no tribunal, mas Madeleine acabou sendo absolvida, por falta de provas concretas. Mas muitos acham que Madeleine realmente envenenou seu amante, por estar cansada dele.
Os autores da peça moveram um processo e em 1936 uma decisão judicial favoreceu os autores e o filme foi retirado de circulação. Em 1939, uma nova decisão fez com que a MGM repartisse todos os lucros obtidos com o filme. Ainda em 1939, a MGM tentou recorrer da decisão de recolhimento do filme, porém não obteve sucesso e o filme original está engavetado até hoje. A película original se encontra nos cofres da MGM e só poderá ser exibida novamente em 2025, ano em que o filme entra em domínio público. Existem pela internet, cópias em baixa qualidade do filme e que ninguém sabe (ou não quer falar) como saíram dos cofres do estúdio.
"Letty Lynton" causou frisson também por causa do figurino desenhado por Adrian, que na época era o responsável em vestir as estrelas da MGM. O vestido bufante de Joan Crawford, fez sucesso entre as mulheres e foi uma das modas daquele ano. Joan ainda seria homenageada em uma passagem da novela "Dancin' Days", onde a personagem Julia Matos (Sônia Braga), usa um vestido semelhante ao usado por Crawford em "Letty Lynton"(no caso seria o vestido da foto abaixo). O filme teve fotos publicitárias de Joan Crawford, feitas no mesmo cenário do filme "Grande Hotel" e por causa disso, muitas pessoas confundem os figurinos usados por Joan Crawford, achando que ela na verdade os usou em "Grande Hotel".
Ironicamente, anos depois, precisamente em 1947, Edward Sheldon e Margaret Ayer Barnes, cederam a peça, para a United Artists produzir um filme homônimo, com Hedy Lamarr, no papel principal. Em 1950, David Lean, produziria um filme mais fiel à história de Madeleine Smith: "As Cartas de Madeleine" (Madeleine).
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Em 1932, Joan Crawford já gozava de grande popularidade e não precisava mais provar para ninguém que era uma boa atriz e uma grande estre...
CINEMATECA - CIDADE NEGRA (DARK CITY)
"Cidade Negra" (Dark City), de 1950, traz Charlton Heston em seu primeiro grande papel nos cinemas. Charlton anteriormente havia feito apenas dois filmes, sendo um deles "Julius Cesar" (1950), onde fazia o papel de Antônio (Não confundir essa versão com a de 1953, estrelada por Marlon Brando, James Mason, Deborah Kerr e Greer Garson e dirigida por Joseph L. Mankiewicz).
Danny (Heston) é dono de uma casa de jogos, que acaba sendo fechada pela polícia. Sem dinheiro, ele se une aos amigos Augie (Jack Webb), Soldier (Harry Morgan) e Barney (Ed Begley) e armam um jogo de pôquer com Arthur (Don DeFore) e acabam ganhando todo o dinheiro dele. Arthur acaba perdendo pro grupo, um cheque de 5 mil dólares que não era dele. Desesperado por não ter como repor o dinheiro, acaba se suicidando. O suicídio de Arthur, desperta a fúria do seu irmão Sidney (Mike Mazurki) que é um psicopata e que planeja matar todos os responsáveis pelo suicídio de seu irmão.
Como ninguém sabe a aparência de Sidney, todos acabam entrando em desespero, quando os assassinatos começam a acontecer, pois ninguém sabe quem vai ser a próxima vítima. Danny decide então ir para Los Angeles, junto com a sua namorada Fran (Lizabeth Scott), em busca de mais informações sobre o passado de Arthur e sobre Sidney. Lá se apresenta para Victoria (Viveca Lindfors), a viúva de Arthur, como um corretor de seguros. O seu plano é dizer que Sidney é o beneficiário de um seguro e assim conseguir mais informações sobre o assassino, antes que ele se torne a próxima vítima.
Além de Heston, o filme traz Lizabeth Scott, uma das maiores "femme fatales" do cinema noir. Lizabeth ganhou fama ao estrelar uma grande parte de filmes noir entre as décadas de 40 e 50. Inclusive Scott e Heston fariam mais um filme juntos: "Ambição que Mata" (Bad for Each Other), em 1953.
"Cidade Negra", foi lançado pela Classicline. Clique na capa, para maiores informações ou para comprar:
"Cidade Negra" (Dark City), de 1950, traz Charlton Heston em seu primeiro grande papel nos cinemas. Charlton anteriormente hav...
12 ATRIZES ESQUECIDAS DO CINEMA MUDO
Quando falamos sobre atrizes da fase silenciosa do cinema, nos lembramos automaticamente de Garbo, Swanson, Gish, Pickford, Brooks, Bow, entre outras atrizes fantásticas e inesquecíveis. Mas haviam outras atrizes, tão belas, maravilhosas ou talentosas quanto essas citadas acima. Houve uma época que essas atrizes faziam um tremendo sucesso e faziam as pessoas irem ao cinema para verem suas performances. Infelizmente com o tempo foram esquecidas de uma forma ou de outra. Algumas tiveram uma boa parte de seus filmes perdidos, outras não se adaptaram ao sistema sonoro do cinema ou simplesmente foram deixadas para trás com o tempo. Esse post tem como objetivo, resgatar alguns desses nomes esquecidos totalmente ou parcialmente.
Musidora
Musidora ao lado de Theda Bara, foi considerada uma das primeiras "vamps" do cinema mudo. Estrelou em 1915 o clássico francês "Les Vampires" que lhe imortalizou. Além de atriz, era também diretora, escritora e roteirista. O termo "vamp" era designado para denominar mulheres sexualmente ativas e predadoras. Esse termo surgiu com "Les Vampires", onde Musidora interpreta uma personagem chamada Irma Vep. Seu nome de batismo era Jeanne Roques e Musidora significa "presente das musas" em grego. Dirigiu entre a década de 10 e 20, 10 filmes, aos quais apenas dois sobreviveram.
Betty Blythe
Foi uma das primeiras atrizes do cinema mudo a aparecer nua na tela. Estrelou "Queen of Sheeba" de 1921, filme que inicialmente seria um veículo para Theda Bara, que recusou o papel. Com a recusa de Bara, o nome de Blythe foi sugerido e o filme foi um grande sucesso. De acordo com registros da época, no filme Blythe aparece com os seios de fora e em trajes transparentes e provocantes. Em 1937, um incêndio destruiu o filme e ele é considerado perdido hoje em dia. Ao todo estrelou cerca de 63 filmes mudos (alguns perdidos hoje em dia) e 56 sonoros.
Mary Duncan
Começou sua carreira ainda criança, na década de 10, na Broadway. Após seu desempenho na peça "The Shangai Gesture" de 1926, Mary foi convidada para o cinema. No ano seguinte, faria sua estreia nas telas em "Very Confidential". A partir de então, Mary teria uma curta carreira no cinema, mas teve a chance de trabalhar com diretores como Murnau e Frank Borzage. Seu último filme foi "Manhã de Glória" (Morning Glory) de 1933.
Fern Andra
Nascida Vernal Edna Andrews, Fern Andra foi um nome importante no cinema alemão. Nascida nos EUA, Fern Andra tinha um pai circense e desde pequena se apresentava nos circos. Em 1913, aos 19 anos e já em Berlim, fez seu primeiro filme alemão. Em 1920, ela estrelou o filme que a deixaria eternizada no cinema: "Genuine" de Robert Wiene, que dirigiria futuramente o também expressionista "O Gabinete do Dr. Caligari". Porém o sucesso de "Caligari" acabou ofuscando "Genuine", que ficou anos no esquecimento. Ainda em Berlim, chegou a produzir e dirigir alguns filmes. Andra foi um dos principais nomes do cinema alemão na década de 10. Chegou a participar de filmes britânicos e franceses e após aparecer em dois filmes sonoros americanos, decidiu se afastar do cinema.
Alla Nazimova
Já falei sobre Nazimova aqui no blog, mas é sempre bom revisitá-la. Seu interesse por atuação surgiu na adolescência. Após tomar aulas de atuação na Academia de Teatro de Moscou, Nazimova teve uma rápida ascensão no teatro e rapidamente se tornou uma das maiores estrelas dos teatros de Moscou. Ao se mudar para Nova York, fundou um teatro em linguagem russa, que fracassou. Após negociar um contrato com a Metro Pictures (que futuramente se tornaria a MGM), começou a escrever e a produzir seus próprios filmes. Desenvolveu também um estilo de atuação, considerado ousado e escandaloso para a época. A androginia era característica sempre presente em seus filmes. Após uma sequência de fracassos, Nazimova se retirou do cinema e retornou para os palcos. Voltaria a fazer filmes apenas na década de 40 e geralmente papéis pequenos.
Já falei sobre Nazimova aqui no blog, mas é sempre bom revisitá-la. Seu interesse por atuação surgiu na adolescência. Após tomar aulas de atuação na Academia de Teatro de Moscou, Nazimova teve uma rápida ascensão no teatro e rapidamente se tornou uma das maiores estrelas dos teatros de Moscou. Ao se mudar para Nova York, fundou um teatro em linguagem russa, que fracassou. Após negociar um contrato com a Metro Pictures (que futuramente se tornaria a MGM), começou a escrever e a produzir seus próprios filmes. Desenvolveu também um estilo de atuação, considerado ousado e escandaloso para a época. A androginia era característica sempre presente em seus filmes. Após uma sequência de fracassos, Nazimova se retirou do cinema e retornou para os palcos. Voltaria a fazer filmes apenas na década de 40 e geralmente papéis pequenos.
Geraldine Farrar
Além de atriz, Geraldine era também uma famosa cantora lírica, sendo uma das maiores celebridades do início do século XX. Seu primeiro filme foi "Carmen" de 1915, adaptação da famosa novela de Prosper Mérimée. O filme dirigido por Cecil B. DeMille, fez um enorme sucesso e no mesmo período foi feita uma nova adaptação da novela de Mérimee, com Theda Bara, adaptação que hoje se encontra perdida. Em 1916, Geraldine voltaria a trabalhar com DeMille, desta vez interpretando Joana D'Arc. Farrar se aposentou do cinema em 1920 e das óperas em 1922.
Asta Nielsen
Asta era uma atriz dinamarquesa. Fez ao todo 74 filmes, sendo 70 deles na Alemanha. Na própria Alemanha era conhecida como "Die Asta" (algo como "A Asta"). Sua principal característica era a maquiagem em torno dos olhos. Fazia na maioria das vezes, papéis de mulheres com carga emocional pesada e com um certo teor de erotismo, por causa disso, seus filmes muitas vezes nem chegavam a ser exibidos nos EUA. Fundou seu próprio estúdio de cinema em Berlim, na década de 20. Produziu uma adaptação moderna de "Hamlet", onde interpretava Hamlet que era uma mulher que se disfarçava de homem. Nielsen fez apenas um filme sonoro em 1932 e após isso decidiu deixar o cinema, ficando apenas no teatro. Com a chegada do Nazismo à Alemanha, Nielsen se viu obrigada a retornar à Dinamarca, após recusar o convite de Hitler para um possível retorno ao cinema. De volta à Dinamarca, Nielsen escreveu artigos sobre política e arte, além de uma autobiografia, dividida em dois volumes.
Norma Talmadge
Era um dos maiores nomes do cinema mudo na década de 20 e foi uma das atrizes que viram sua carreira desmoronar, com a chegada dos filmes sonoros. Era irmã das também atrizes Natalie e Constance Talmadge, as três possuíam grande popularidade durante a década de 20. Norma era uma atriz especializada em melodramas e fez uma parceria com Frank Borzage em dois filmes: "Secrets" (1924) e "The Lady" (1925). Talmadge era considerada uma das atrizes mais glamourosas e elegantes dos anos 20. Casou-se com Joseph Schenck e criaram com sucesso sua própria empresa de produção de filmes, a Norma Talmadge Film Corporation. No fim da década de 20, sua carreira começou a sofrer um leve declínio. Com a chegada do cinema sonoro, Talmadge fez dois filmes que fracassaram nas bilheterias e crítica e após isso resolveu se aposentar.
Nita Naldi
Junto com Theda Bara e Musidora, foi uma das primeiras vamps do cinema. Nasceu em Nova York e seu nome de batismo era Mary Dooley. Após a morte da mãe e o abandono do pai, Naldi se tornou responsável pelos irmãos mais novos e pelo sustento da família. Foi se apresentando no Ziegfeld Follies, entre 1918 e 1919, que surgiu seu nome artístico, que era uma homenagem a um amigo de infância que se chamava Florence Rinaldi. Seu primeiro papel de destaque, foi na adaptação de "O Médico e o Monstro" (Dr. Jekyll and Mr., Hyde) de 1920, que tinha John Barrymore no papel principal. Naldi fez também "Sangue e Areia" (Blood and Sand) ao lado de Rudolph Valentino, filme que lhe traria a alcunha de "vamp", alcunha essa que a perseguiria dali pra frente. A dupla faria ainda mais três filmes juntos. Com a chegada dos filmes sonoros, Naldi mesmo tendo uma voz aceitável, optou por se aposentar das telas.
Junto com Theda Bara e Musidora, foi uma das primeiras vamps do cinema. Nasceu em Nova York e seu nome de batismo era Mary Dooley. Após a morte da mãe e o abandono do pai, Naldi se tornou responsável pelos irmãos mais novos e pelo sustento da família. Foi se apresentando no Ziegfeld Follies, entre 1918 e 1919, que surgiu seu nome artístico, que era uma homenagem a um amigo de infância que se chamava Florence Rinaldi. Seu primeiro papel de destaque, foi na adaptação de "O Médico e o Monstro" (Dr. Jekyll and Mr., Hyde) de 1920, que tinha John Barrymore no papel principal. Naldi fez também "Sangue e Areia" (Blood and Sand) ao lado de Rudolph Valentino, filme que lhe traria a alcunha de "vamp", alcunha essa que a perseguiria dali pra frente. A dupla faria ainda mais três filmes juntos. Com a chegada dos filmes sonoros, Naldi mesmo tendo uma voz aceitável, optou por se aposentar das telas.
Barbara La Marr
Seu nome de nascimento era Reatha Dale Watson. Antes de ser atriz, Barbara era uma roteirista, chegando a escrever para a United Artists e Fox. Após aparecer em pequenas produções, Barbara foi escalada por Douglas Fairbanks, para o filme "The Nut" e logo em seguida fez o papel de Milady de Winter em "Os Três Mosqueteiros" (The Three Musketeers) de 1921. Graças aos papéis nesses filmes, La Marr foi considerada uma "vamp". Nos anos seguintes, La Marr atuou em diversos filmes e conquistou a alcunha de "A garota mais bonita do mundo". Além da fama, La Marr possuía uma vida turbulenta, repleta de drogas e álcool. Tais exageros abalaram tanto sua saúde, quanto sua carreira. La Marr faleceu em 1926, aos 29 anos de idade de tuberculose e nefrite.
Edna Purviance
Fãs de Chaplin conhecem e sabem da importância de Edna, tanto na carreira de Chaplin, quanto para o cinema em geral. Edna foi uma das maiores colaboradoras de Chaplin, no período silencioso, além de ter sido um dos grandes amores do gênio. Mas nem todo mundo sabe disso. Edna conheceu Chaplin, enquanto trabalhava como secretária. Chaplin procurava uma atriz, para um filme seu e um de seus associados avistou Edna e lhe ofereceu a oportunidade. Após uma reunião com Chaplin, Edna ganhou o papel, mesmo com Chaplin inseguro a respeito de Edna não servir pra ser uma atriz cômica. No final a parceria deu tão certo, que fizeram mais de 30 filmes juntos.
Corinne Griffith
Corinne foi considerada uma das mulheres mais lindas na era silenciosa do cinema. Além de atriz, era produtora e autora. Chegou a ser nomeada na categoria de melhor atriz pelo seu desempenho no filme "The Divine Lady". Corinne foi uma das vítimas do cinema sonoro. Seu primeiro filme sonoro não foi bem recebido, assim como sua voz. Após se aposentar, Griffith se tornou uma autora de sucesso, publicando onze livros, além de ser uma empreendedora de imóveis. Chegou a fazer um filme na década de 60, que não foi bem recebido e distribuído (Paradise Alley).
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Quando falamos sobre atrizes da fase silenciosa do cinema, nos lembramos automaticamente de Garbo, Swanson, Gish, Pickford, Brooks, Bow, ent...
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